Era uma vez...
Um menino...
Amargurado, triste...
Como um velho palhaço.
Esse menino,
Não conseguia ficar parado,
Era energético,
Elétrico,
Hiperativo.
Não por que fosse feliz,
Ou por que gostasse de se movimentar.
Mas sim por que o movimento era a única coisa que vencia sua tristeza
Sua solidão
Ele andava para esquecer,
Movimentava-se para disfarçar,
Agita-se para sonhar.
Então um dia,
Esse menino se agitou de mais
Andou demais.
Andou
Andou
Andou...
Andou, e subiu uma montanha.
Subiu...
Subiu...
Subiu até sentir que ali era o fim do universo,
E que se desse mais um passo cairía...
Mas não seria uma queda comum...
Seria como uma tomada de conciência
Uma visualização da verdade.
Ele tremeu.
Sentiu uma brisa fazer tremer a sua pele.
Mas nenhuma folha se movimentava,
Seu cabelo não se mexia...
Não era o vento...
Mas sim um conjunto de forças que vibravam dentro de si
Pedindo
Implorando para sair...
Essas forças eram seus sentimentos...
E eles travaram uma luta longa e árdua
Onde lutava a força de se manter estável e fixo
E os impulsos sinceros que choravam pela verdade
Essa batalha
Parecia demorar uma eternidade,
E por fim a tristeza venceu
A verdade venceu...
O menino chorou
Não lagrimas tristes,
Como não também lágrimas felizes...
Eram apenas lagrimas
Lagrimas sinceras
Sinceras lagrimas.
O menino voltou seu caminho,
Onde aprendeu a se alternar entre momentos agitados,
Onde busca esquecer a dor
E momentos calmos,
Onde aceita a dor e tenta compreende-la.
O menino está crescendo...
Evoluindo...
Amadurecendo...
E sua lição vai estar sempre com ele...
A lição que a verdade sempre existe...
Mas a verdade também pode ser triste...
É triste?
Mas é verdade
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