Quem sou eu?
Faço-me essa pergunta todos os dias.
Me olho no espelho,
Começo a espremer alguns cravos,
Arrancar alguns fiapos de barba que restaram,
Me encarar.
Tenho olheiras.
Mas em que elas me simplificam, me resumem?
Em uma pessoa cansada, que se esforça demais?
Em uma pessoa preguiçosa, que vive dormindo?
Em uma pessoa dissimulada?
Ou em um sonhador, que dorme muito,
Mas que sempre acorda no meio do sonho
Para visitar a realidade.
Abrindo os olhos para ela
Caindo em sua verdade cruel
Confusa e pessoal.
Presto mas atenção.
Descubro que não sei sorrir.
Minhas fotos nunca saem boas.
O que isso significa?
Que eu sou muito introvertido e que não consigo me abrir nem para um simples sorriso?
Que simplesmente nunca aprendi a me expressar de outra forma sem ser através das palavras, frias e diretas?
Ou que sou como um palhaço ruim?
Um palhaço ruim!!!
Aquele que se esforça para fazer todos felizes
Que se sacrifica para manter um sorriso na cara de quem ele ama
Mas que não é correspondido.
Que faz mas não é reconhecido.
O palhaço frustado!
Que pinta a cara
Não para fazer os outros rirem,
Mas sim para disfarçar sua tristeza e armagura.
Você se afasta do espelho,
Nota o tamanho.
Pequeno
Sem grande porte.
Seria isso um reflexo do meu corpo?
Ou da minha personalidade fraca,
Facilmente sugestiva?
Dizem que tenho o coração grande...
Será?
Será que essa coisa que bate aqui,
É movida a bondade?
Ou seria apenas jogo de interesses?
Não penso que eu seja interesseiro...
Mas sou sincero,
E seria bom admitir que não faço tudo só pelos outros.
Gosto de mim,
E gosto de como as pessoas vão me ver se eu gostar delas
Aposto que esse meu trecho ficou dúbio,
Mas para não deixar dúvida meu caro leitor,
Eu não consigo ver ninguém triste!
Faz parte de mim, dos meus instintos fazer o bem.
Gosto de tomar a iniciativa
De levar todos para frente,
Sorrindo
Felizes...
Fecho hoje com isso.
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